Depois de uma chuva forte no fim da tarde, acende a luz da varanda e aparece aquela nuvem de insetos voando em volta da lâmpada. No dia seguinte, o chão está coberto de asinhas transparentes. Muita gente varre e esquece. É exatamente aí que o problema começa a crescer.
Aquilo tem nome: revoada. E ela é a fase reprodutiva da colônia.
O que está acontecendo de verdade
Os insetos que voam em direção à luz são os aleluias, ou siriris — cupins alados que saem de uma colônia já madura em busca de formar colônias novas. Eles voam pouco, perdem as asas rapidamente e se acasalam no chão. Cada casal que encontra um local adequado — uma fresta de rodapé, um batente, o madeiramento do telhado — vira o início de uma nova infestação.
Revoada não significa que o cupim chegou agora. Significa que existe uma colônia madura por perto há bastante tempo.
Onde eles se instalam
- Madeiramento de telhado, o lugar mais comum e menos inspecionado da casa
- Batentes, rodapés e portas de madeira maciça
- Móveis antigos, especialmente os encostados na parede
- Vigas, forros e estruturas em contato com alvenaria úmida
- Solo, no caso do cupim subterrâneo, subindo depois pela fundação
Como saber se já existe colônia instalada
Procure por pó fino parecido com serragem no chão, embaixo de móveis ou batentes. Bata de leve na madeira: som oco indica que ela está sendo consumida por dentro. Observe também tubos de terra subindo pela parede ou pela fundação, típicos do cupim de solo, e pontos de madeira que cedem sob pressão leve do dedo.
Por que o tratamento não é igual para todos os casos
Existe diferença fundamental entre o cupim de madeira seca, que vive inteiramente dentro da peça atacada, e o cupim subterrâneo, que mantém contato com o solo e ataca a construção a partir dele. Tratar um com o método do outro simplesmente não funciona.
Por isso a inspeção vem antes: identificamos a espécie e a extensão do ataque, e só então indicamos o método — barreira química no solo, injeção localizada na madeira, ou combinação dos dois. Em obra ou reforma, a barreira preventiva no solo é o momento mais barato de resolver o problema, porque depois que a estrutura sobe, o custo e o transtorno aumentam bastante.
O que não adianta fazer
Passar óleo queimado, diesel ou verniz na madeira é prática antiga que não elimina a colônia e ainda compromete a peça. Inseticida de mercado atinge apenas os indivíduos visíveis, enquanto a rainha e o grosso da colônia seguem intactos dentro da estrutura. Trocar só o móvel atacado também não resolve, se a origem estiver no telhado ou no solo.
Teve revoada no seu imóvel?
Fazemos a inspeção, identificamos a espécie e indicamos o tratamento correto.