Phoneutria sp. · Loxosceles sp. · Araneidae
A maioria é inofensiva e até útil. O problema são duas espécies: a armadeira e a aranha-marrom, ambas presentes na nossa região.
A armadeira (Phoneutria) é grande, marrom, peluda e não faz teia — quando se sente ameaçada, levanta as patas dianteiras em posição de ataque, gesto que dá nome à espécie. A aranha-marrom (Loxosceles) é o oposto: pequena, discreta, de aparência frágil, faz teia irregular parecida com algodão e se esconde atrás de quadros, móveis e em roupas guardadas. Já as aranhas de jardim, que constroem teias geométricas em áreas externas, são inofensivas e ajudam a controlar insetos.
O acidente com armadeira provoca dor intensa e exige avaliação médica. A picada da aranha-marrom costuma ser indolor no momento, o que atrasa a procura por atendimento — e é justamente o problema, porque a lesão evolui nas horas seguintes e pode se tornar grave. Ataques são raros: as duas espécies picam ao serem pressionadas, geralmente dentro da roupa ou do calçado.
Aranhas que caçam no solo, entre folhas secas e grama, têm porte e postura parecidos com os da armadeira, e são as que mais geram dúvida. A diferença exige olhar treinado. Se encontrar uma aranha grande no chão, no quintal ou dentro de casa, não tente capturar nem matar de perto: fotografe a distância e mande para nós identificarmos antes de qualquer coisa.
Como a aranha entra atrás de alimento, o controle começa pelos insetos que a atraem. A aplicação é dirigida aos abrigos e pontos de passagem — frestas, rodapés, garagens, depósitos e áreas externas — com produto registrado. Também orientamos sobre a organização de depósitos e a vedação dos pontos de entrada, que na prática reduzem muito o reaparecimento.
Fazemos a inspeção, identificamos a origem e indicamos o tratamento correto.